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Processo de Desenvolvimento Assistido

Este documento descreve o processo que aplica o Modelo de Governança do Desenvolvimento Assistido no trabalho cotidiano. Ele organiza a passagem entre a compreensão da demanda, o desenvolvimento, a publicação e o aprendizado posterior.

As fases orientam decisões e registros necessários para a entrega, sem substituir os critérios técnicos, as regras do repositório ou as responsabilidades das pessoas envolvidas no projeto.

Visão do Ciclo

EtapaDecisão ou evidência esperadaJustificativa
PreparaçãoDemanda, contexto, escopo e destino identificados.Evita iniciar trabalho sem contexto mínimo.
PlanejamentoProposta de trabalho e escopo apresentados antes de mudança compartilhada.Garante compreensão de alterações externas.
DefiniçãoRequisitos, dúvidas e decisões registrados.Mantém a base da implementação acessível e revisável.
AtivaçãoDecisão explícita sobre o início formal do trabalho.Separa preparação de execução.
ExecuçãoImplementação, revisão e testes conduzidos pelos responsáveis do projeto.Mantém a responsabilidade técnica com pessoas e processos do projeto.
RevisãoConfirmação de que a proposta de entrega está pronta para publicação.Evita publicação sem visibilidade prévia.
PublicaçãoVerificação final, confirmação e atualização dos registros aplicáveis.Mantém rastreabilidade entre entrega e demanda.
AprendizadoRegistro de exceções, falhas e ajustes necessários.Permite a evolução do processo pelo grupo de governança.

O diagrama representa o processo de desenvolvimento. Ele não transforma cada operação técnica em uma sequência obrigatória para todos os repositórios; as áreas devem aplicar as fases de forma compatível com o contexto da entrega.

Preparação

A preparação reúne a demanda, o escopo, o destino da entrega e as pessoas que precisam compartilhar esse contexto. Antes de iniciar o trabalho, o colaborador responsável verifica se há entendimento suficiente sobre o que deve ser tratado e sobre os limites da atividade. Quando essas informações permanecem incompletas, a continuidade do fluxo tende a ampliar dúvidas que poderiam ter sido resolvidas no início.

Situar a atividade dessa forma não é uma formalidade isolada. É o que permite que decisões posteriores sejam compreendidas à luz da mesma demanda e que gestores e participantes acompanhem a entrega sem reconstruir seu contexto a cada mudança.

Planejamento

O planejamento torna a proposta de trabalho visível antes que ela altere informações compartilhadas. Ao confrontar o escopo pretendido com o contexto preparado, o colaborador tem a oportunidade de corrigir destino, vínculo ou entendimento ainda no âmbito da própria atividade. A confirmação nesse momento demonstra que a mudança foi considerada de forma consciente, e não apenas produzida como consequência de uma interação anterior. Isso reduz retrabalho e evita que outras pessoas recebam registros que não representam adequadamente a demanda em andamento.

Definição

A definição transforma o entendimento inicial em uma referência para o trabalho. Requisitos, dúvidas, critérios e decisões relevantes precisam permanecer acessíveis para que a execução e a revisão partam do mesmo problema, mesmo quando a atividade é retomada por outra pessoa ou em outro momento.

Esse registro não substitui a documentação técnica necessária ao projeto, mas preserva o motivo das escolhas que influenciam a entrega. Ele impede que o entendimento fique restrito à memória de quem participou de uma conversa e oferece base para discutir mudanças de direção quando novas informações surgirem.

Ativação

A ativação marca a passagem entre organizar o trabalho e iniciar seu desenvolvimento. Cabe ao colaborador responsável reconhecer que o contexto permite avançar, ou registrar que a atividade deve ser adiada ou não prosseguir. Essa distinção é importante porque preparação não representa, por si só, compromisso de execução; ela cria condições para uma decisão mais informada sobre o início da entrega.

Execução

A execução ocorre segundo o método adotado pelo projeto e permanece sob responsabilidade das pessoas que implementam, testam e revisam a solução. É nessa fase que a definição se confronta com as condições técnicas reais da entrega, podendo exigir ajustes no entendimento registrado anteriormente.

Os critérios de qualidade, as evidências técnicas e as aprovações exigidas pelo projeto continuam sendo a referência para avaliar se o trabalho está pronto para seguir. O processo de governança organiza essa passagem, mas não substitui a análise técnica nem os controles que protegem a qualidade da solução.

Revisão

A revisão antecede a publicação e verifica se a proposta de entrega representa o trabalho realizado, se as pendências estão visíveis e se os critérios aplicáveis foram atendidos. A confirmação de revisão não substitui as aprovações previstas pelo projeto, mas impede que a disponibilização da informação seja tratada como um passo automático. Ao exigir uma leitura consciente do que será comunicado, essa etapa dá visibilidade ao estado real da entrega e reduz a distância entre o que foi feito e o que será apresentado às demais pessoas.

Publicação

A publicação torna disponíveis as informações que representam o estado da entrega. Como essa mudança alcança pessoas que não participaram de todas as decisões anteriores, ela precisa ser precedida por uma verificação final do conteúdo, dos vínculos e da forma como a demanda será apresentada.

Tratar a publicação como uma decisão explícita preserva a relação entre demanda, decisão e resultado. O registro atualizado permite acompanhar o que foi disponibilizado e reduz divergências de expectativa sobre o alcance da entrega.

Aprendizado

O aprendizado conecta a aplicação cotidiana do processo à sua revisão. Exceções, falhas recorrentes e dificuldades de aplicação devem ser registradas pelos envolvidos e levadas pelos gestores ao grupo de governança quando exigirem análise ou ajuste. Assim, a evolução do modelo parte de situações observadas no trabalho e não apenas de hipóteses sobre seu funcionamento.

As responsabilidades, os limites para exceções e a revisão do modelo estão definidos no Modelo de Governança do Desenvolvimento Assistido.